Resumo da aula 08

Ciclo autor-leitor

Durante a criação de um documento não só importante é a sua escrita, mas também a sua leitura, ou melhor explicado, sua revisão. Esta etapa é tão importante quanto a primeira, tendo em vista que nela que serão encontradas falhas ou pontos de melhora, gerando um produto com melhor qualidade.

Inspeção

Esta técnica que surgiu com SADT (Structure Analysis Design Technique) foi estudada e melhorada por Fagan, um membro da Microsoft. Esta nova técnica consiste em formar uma equipe com os membros:

  • Moderadores
  • Secretários
  • Autores
  • Revisores

E o processo de produção pode ser dividido nas seguintes partes:

  • Preparação – Produção do documento
  • Leitura – Revisão simples baseada na lista de falhas conhecidas devido a inspeções passadas.
  • Reunião – Falhas encontradas na ultima etapa são discutidas com todos os membros e se obtém as falhas a serem consertadas.
  • Revisão – Procedimento de conserto das falhas encontradas 

Paradigmas

Composição

Comumente utilizado na programação modular. Baseia-se no relacionamento “parte-de” dos módulos. 

Orientação a Objetos

Não somente herda as características da composição como adiciona a relação “é-um” entre os módulos agora chamados de objetos. Este paradigma é amplamente utilizado na produção de software nos dias de hoje (desde pequenas a grandes empresas), fato questionável anos atrás por inserir retardo e complexidade na compilação/interpretação. 

Orientação a Aspectos

É o mais novo paradigma ainda em desenvolvimento por pesquisadores. Consiste em adicionar ao paradigma da Orientação a Objetos interesses transversais chamados de Aspectos. Um bom exemplo seria um traço de um programa, que deve estar espalhado por todo o código porem diz respeito a um único interesse. Em POA é escrito apenas um Aspecto para prover esta característica ao software reunindo em apenas um lugar seu código porém ativo em todo o código. Já existem linguagens com suporte a este paradigma, pode-se citar AspectJ para Java e AspectC++ para C++. Apesar de ser uma bela solução do ponto de vista de engenharia de software, na prática ainda é inviável. O processo realizado é utilizar um pré-compilador que insere no código puro as operações referentes ao aspecto. Para o exemplo citado acima é simples tanto a escrita do Aspecto como sua utilização. Porém considere a tentativa de criar um Aspecto para modelar operações de DBC, como assertivas executáveis no código. Ao encontrar uma falha a partir de uma assertiva, não é possível caminhar pelo código utilizando as ferramentas existentes hoje em dia já que o código original foi alterado pelo pré-compilador, tornando este muitas vezes ilegível.É também mais difícil a criação de documentos tendo em vista que não é visível onde um aspecto insere ou não uma operação. Acredito que esta técnica possa ser um novo passo para a computação, porém após a criação de ferramentas de depuração e técnicas de utilização e documentação para tanto.

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One Comment em “Resumo da aula 08”

  1. pes2006 Says:

    “Esta técnica que surgiu com SADT (Structure Analysis Design Technique) foi estudada e melhorada por Fagan, um membro da Microsoft. ” –> Errado! A inspeção formal foi criada por Fagan que era funcionário da IBM!!

    “Preparação – Produção do documento
    Leitura – Revisão simples baseada na lista de falhas conhecidas devido a inspeções passadas.
    Reunião – Falhas encontradas na ultima etapa são discutidas com todos os membros e se obtém as falhas a serem consertadas.
    ” –> Errado!!

    Preparação é a preparação para a inspeção. Leitura é leitura baseada em técnica de leitura, sendo a tradicional a leitura com “check-lists”. Na leitura são anotados problemas, ou falhas ou defeitos! Reunião é para discutir as falhas encontradas pelos revisores (leitores)!

    “Porém considere a tentativa de criar um Aspecto para modelar operações de DBC, como assertivas executáveis no código. Ao encontrar uma falha a partir de uma assertiva, não é possível caminhar pelo código” –> Confusão (vide o samba)! Não faz sentido usar Aspectos no nível meta! O uso de aspectos é feito no mesmo nível de abstração, se não for assim não tem sentido. Aspectos podem sim ser utilizados em sistemas em produção e já estão sendo. O “overhead” de “weaving” é justificado pelos benefícios de futuras evoluções do produto.


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